Categoria: Movelaria, colchoaria e mercado

  • E-commerce de Móveis e Colchões Bate Recordes e Redefine o Varejo Brasileiro em 2025

    O digital virou corredor de loja: e-commerce avança forte no varejo de móveis e colchões

    Se antes o cliente precisava sentar no colchão ou abrir a gaveta da cômoda para se convencer a comprar, hoje ele compra pela tela do celular às 23h, no sofá da própria casa. Esse comportamento não é mais exceção — é tendência consolidada. O e-commerce brasileiro faturou R$ 200 bilhões em 2024 e a previsão para 2025 ultrapassa R$ 234 bilhões, representando crescimento de quase 15% ao ano, segundo dados da edrone em parceria com a ABComm. O varejo de móveis e colchões, historicamente resistente ao digital, já sente esse vento soprando direto nas vendas — e quem não se mexer vai ficar para trás.

    Crescimento consistente: o setor de móveis e colchões no ambiente digital

    O dado que mais chama atenção para o lojista é o seguinte: o comércio eletrônico de móveis e colchões registrou crescimento de 43% entre 2021 e 2025, consolidando-se como um dos principais motores de expansão do setor, conforme aponta o estudo Estudo dos Canais do Varejo de Móveis e Colchões do IEMI. Além disso, o consumo de móveis no Brasil cresceu 4,1% em valores em dólar entre 2019 e 2024 — desempenho expressivo num período em que o resultado mundial caiu 0,4% (IEMI, Brasil Móveis 2025). Isso significa que o Brasil nada contra a maré global, e o canal online tem papel central nessa virada.

    Colchões online: de nicho a mainstream

    O segmento de colchões é um dos que mais surpreende no digital. Segundo dados do Sebrae, referenciando ABComm e Mordor Intelligence, as vendas online de colchões cresceram mais de 10% em 2024 em relação a 2023, e a perspectiva para 2025 é de aceleração ainda maior, à medida que o consumidor brasileiro se torna mais confortável com a compra de itens volumosos pela internet. Esse movimento foi impulsionado pela popularização dos colchões compactados (em rolo), que facilitaram logística e entrega — resolvendo um dos maiores gargalos do e-commerce de cama, mesa e banho. O lojista que ainda enxerga o colchão como “produto que precisa ser testado pessoalmente” está perdendo margem para quem apostou na experiência digital.

    Números do setor em perspectiva

    Indicador Dado Fonte
    Faturamento e-commerce Brasil 2024 R$ 200 bilhões ABComm / edrone
    Previsão faturamento e-commerce Brasil 2025 R$ 234 bilhões ABComm / edrone
    Crescimento do e-commerce de móveis e colchões (2021–2025) +43% IEMI – Estudo dos Canais do Varejo de Móveis e Colchões
    Crescimento do consumo de móveis no Brasil (2019–2024) +4,1% (em US$) IEMI – Brasil Móveis 2025
    Crescimento mundial do consumo de móveis (2019–2024) -0,4% IEMI – Brasil Móveis 2025
    Crescimento online de colchões em 2024 vs. 2023 +10% Sebrae / ABComm / Mordor Intelligence

    Omnichannel: o showroom físico como ponto de contato, não de fechamento

    O maior erro que um varejista de móveis e colchões pode cometer hoje é tratar a loja física e o e-commerce como adversários. O dado do IEMI mostra que o estudo de canais acompanha volumes e valores por canal, curva de preços e perfil de demanda por faixa etária, poder de compra e região — justamente porque o consumidor transita entre os canais antes de decidir. Na prática, o cliente pesquisa online, vai até a loja tocar no produto e fecha no aplicativo. A loja física virou um showroom qualificado. Quem entende isso usa o espaço físico para gerar experiência de marca e captura o pedido em qualquer ponto da jornada.

    Móveis planejados: o digital entra no projeto

    O segmento de móveis planejados também registra avanço relevante. O Estudo do Mercado Potencial de Móveis Planejados 2025, do IEMI, aponta crescimento do segmento no Brasil, puxado pela busca por exclusividade e consumo sob demanda. No ambiente digital, isso se traduz em ferramentas de configuração 3D, simuladores de ambiente e plataformas de orçamento online — recursos que reduzem a fricção na decisão de compra de itens de maior valor agregado. O varejista que oferece essa experiência digital completa sai na frente na disputa pelo ticket médio mais alto.

    O que o varejista precisa ajustar agora

    Dados do balanço de e-commerce da ABComm para janeiro de 2025 reforçam que os setores que mais faturaram no início do ano são exatamente aqueles que apostaram em automação de marketing e estratégias avançadas de relacionamento digital. Para o lojista de móveis e colchões, isso significa: investir em SEO para produtos volumosos, trabalhar o remarketing para ciclos de compra mais longos, e garantir que fotos, vídeos e descrições dos produtos estejam no nível que o consumidor digital exige. Loja bonita no showroom, mas feia no site, é gol contra.

    Visão da HIPER STOK

    O varejo físico nunca vai morrer. Ele se renova, se adapta. O empresário precisa acompanhar tendências de negócios e produtos, mas o ponto físico é o local de fechamento de vendas. O lojista e revendedor precisa usar da sua vantagem competitiva com sabedoria: enquanto a venda digital cresce, crescem também os ruídos: quem sofre com algum problema de compra digital, não volta mais. É aqui o ponto de inflexão: como se valer disso de forma estratégica e sistêmica e entregar valor ao cliente final?

    A loja física entrega confiabilidade. Entrega serviços que são acompanhados diretamente pelo proprietário. Isso faz toda a diferença. Em um loja de móveis e colchões, a diferença de preço contra a internet estão nesses fatores e se bem entregues e aproveitados, dão ao lojista muito mais vantagem. Ele garante a entrega, garante o pós venda, garante o serviço – seja montagem, seja garantia – e está ali disponível para quaisquer situações. Um bom atendimento faz toda a diferença.

    Conquanto, estar antenado ao que acontece ao redor também lhe dará mais fôlego. O digital vem para ensinar, para disruptar negócios. Temos que beber das  duas fontes e aproveitar o melhor desses dois mundos, digital e físico, pois mais que pareçam muito distintos, escondem grande similaridade. A real vantagem competitiva é de quem consegue capturar esses ganhos e transformar em valor para o seu negócio e seu cliente. Aprenda com o digital!

    Fontes

    • IEMI – Brasil Móveis 2025 (Estudo dos Canais do Varejo de Móveis e Colchões)
    • IEMI – Estudo do Mercado Potencial de Móveis Planejados 2025
    • IEMI – Estudo do Mercado Potencial de Colchões e Camas-Box 2025
    • ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico – Balanço do E-commerce Brasileiro, Janeiro 2025
    • edrone / ABComm – E-commerce no Brasil 2025: dados e cenário atual
    • Sebrae – Cenário das vendas online de colchões em 2024 e perspectivas para 2025
    • Mordor Intelligence – dados sobre mercado de colchões online
  • Varejo de Móveis no Brasil em 2026: O Que Esperar do Setor Neste Ano

    De onde viemos: a base sólida de 2024

    Em 2024, o varejo nacional de móveis e colchões movimentou R$ 127,7 bilhões, crescimento de +10,6% frente a 2023. A produção industrial também avançou, alcançando R$ 91,6 bilhões em faturamento e mais de 439,9 milhões de peças produzidas.
    Esse desempenho reforçou a musculatura do setor e criou uma base de comparação exigente para os anos seguintes. Quem cresceu dois dígitos num ciclo de expansão sabe que repetir a dose não é trivial — especialmente quando juros ainda altos e endividamento das famílias entram em cena.

    2025: o ano da inflexão e da competitividade

    Em 12 meses, o faturamento do varejo apresentou leve alta de 0,3%, sustentada sobretudo por reajustes de preços — ou seja, o volume físico de peças vendidas praticamente parou de crescer.
    Segundo o IPCA, os preços nacionais de mobiliário registraram alta de 0,19% em novembro de 2025, somando 3,57% no acumulado do ano e 4,65% em 12 meses, mantendo-se dentro de um patamar compatível com o cenário inflacionário geral. O lojista que passou por 2025 sabe na pele o que é disputar cada cliente num showroom mais cheio de concorrentes e com consumidor mais criterioso. Não à toa, o setor elegeu a competitividade como a palavra do ano.

    Projeções para 2026: crescimento real, porém moderado

    A indústria deve registrar aumento de 0,5% na produção em volume e de 2,8% em valores nominais, enquanto o varejo tende a crescer 1,5% em volume de vendas e 4,5% em valores.

    Entre os fatores que podem favorecer este desempenho estão a elevação gradual da renda e a melhora do mercado de trabalho.

    O otimismo para 2026 é cauteloso e técnico: queda gradual de juros, inflação mais ancorada e melhora de renda líquida tendem a destravar parte do consumo reprimido — mas não é cenário de “boom”; é cenário de reconstrução.
    Para o varejista, isso significa planejar com cabeça fria: crescimento existe, mas não vai chegar sozinho na loja.

    Indicador 2024 (realizado) 2026 (projeção)
    Faturamento varejo (R$) R$ 127,7 bilhões Crescimento de ~4,5% nominal
    Crescimento do varejo em volume +10,6% +1,5%
    Faturamento indústria (R$) R$ 91,6 bilhões Crescimento de ~2,8% nominal
    Produção industrial em volume 439,9 milhões de peças +0,5% em volume
    Participação no consumo de bens 1,7% Estável

    Fontes: IEMI – Inteligência de Mercado; Abimóvel – Anuário Brasil Móveis 2025; Plataforma Setor Moveleiro.

    Os Desafios que Não Podem Ser Ignorados

    Varejistas de bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos, eletrônicos e materiais de construção, devem sofrer com o alto custo do crédito e o endividamento das famílias.

    Em 2026, o cenário econômico deixa de ser apenas “contexto” e passa a determinar margem, capital de giro e decisões de investimento na cadeia de móveis e colchões. A combinação entre transição tributária, juros ainda elevados e maior pressão geopolítica reposiciona prioridades: eficiência, previsibilidade e estratégia.
    Resumindo: quem não tiver gestão financeira afinada vai sentir no caixa antes de sentir no showroom.

    O Canal Digital como Motor de Crescimento

    A pesquisa do IEMI destaca o avanço contínuo das vendas pela internet. O comércio eletrônico registrou crescimento de 43% entre 2021 e 2025, consolidando-se como um dos motores da expansão do setor.

    A projeção da ABComm aponta R$ 460,87 bilhões em vendas online no varejo brasileiro em 2026
    , e o segmento de móveis segue surfando nessa onda — impulsionado por marketplaces, redes sociais e o crescente social commerce.
    Em 2026, a Inteligência Artificial deixa de ser uma promessa para se tornar aplicação prática, com 59% das varejistas brasileiras já utilizando IA e 90% planejando expandir esse uso.
    Ignorar o digital em 2026 é como deixar metade do showroom apagado.

    Tendências de Produto e Comportamento do Consumidor

    As coleções devem ganhar força em três frentes: sustentabilidade tangível, biofilia e bem-estar e funcionalidade híbrida — móveis multifuncionais e integração do home office à estética residencial.

    Esse movimento se manifesta também na chamada premiumização forçada: as classes A/B compram melhor, enquanto as classes C/D recuam em itens de entrada.
    Para o varejista, isso implica revisar o mix de produtos com inteligência: não adianta encher o piso com itens de entrada se o comprador que está chegando na loja quer qualidade e história por trás do produto.
    A Copa do Mundo de 2026, nas Américas, amplifica o impacto emocional no consumo e cria ondas de oportunidade
    — especialmente em itens de sala de estar, home theater e ambientação.

    Visão da HIPER STOK

    É um ano para ficar com o pé no chão. Apesar do movimento positivo dos últimos anos, 2026 promete solavancos. O lojista/revendedor não pode ter surpresas desagradáveis no meio do caminho, correndo o risco de ser uma dor irreversível.  O momento exige cautela, atenção especial aos custos e manter o máximo de eficiência operacional que puder. Vender certo para não ter problemas.

    O ideal aqui é ficar próximo do seu fornecedor parceiro, conhecer seus produtos e preços para ter base e margem para negociar com o cliente final, cada vez mais exigente e antenado. Quanto mais facilidades tiver, melhor vai ser a estrutura de custos do negócio. Mais margem significa mais dinheiro no bolso!

    Nossa dica final: sempre aproveite o maior desconto oferecido se puder pagar à vista. O fluxo de caixa fica muito mais limpo e fácil controlar. Caso opte pelo crédito, utilize um prazo adequado para que o caixa possa respirar e o dinheiro entrar.

    Na HIPER STOK, temos parcelamento no cartão em 10x sem juros, além da possibilidade de usar cheque e boletos! Ideais para aquela atualização de mostruário sem quebrar o caixa. 

    BORA VENDER

    Fontes

    • IEMI – Inteligência de Mercado: Setor moveleiro: crescimento moderado em 2026 e Varejo de móveis e colchões se transforma e ganha novo perfil. Disponível em: iemi.com.br
    • Abimóvel – Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário: Anuário Brasil Móveis 2025 e Inflexão da atividade marcou 2º semestre de 2025 na indústria de móveis. Disponível em: abimovel.com
    • Plataforma Setor Moveleiro: Varejo de móveis e colchões: diagnóstico 2025 e expectativas 2026 e Cenário 2026: perspectivas e estratégia para móveis e colchões. Disponível em: setormoveleiro.com.br
    • ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico: Projeção de vendas online 2026. Citado em: exame.com
    • IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: Índice de volume de vendas no varejo, fevereiro de 2026.
    • IPCA / IBGE: Variação de preços de mobiliário 2025. Citado em: abimovel.com
    • Mega Moveleiros: Varejo moveleiro cresce 10,6% em 2024 e terá cenário desafiador em 2025, aponta IEMI. Disponível em: megamoveleiros.com.br
    • Novo Varejo: Varejo 2026: do consumo de produtos à monetização da atenção. Disponível em: novovarejo.com.br
    • CNDL / Varejo S.A: Retrospectiva e perspectivas do consumo no varejo 2025–2026. Disponível em: cndl.org.br