Varejo de Móveis no Brasil em 2026: O Que Esperar do Setor Neste Ano

De onde viemos: a base sólida de 2024

Em 2024, o varejo nacional de móveis e colchões movimentou R$ 127,7 bilhões, crescimento de +10,6% frente a 2023. A produção industrial também avançou, alcançando R$ 91,6 bilhões em faturamento e mais de 439,9 milhões de peças produzidas.
Esse desempenho reforçou a musculatura do setor e criou uma base de comparação exigente para os anos seguintes. Quem cresceu dois dígitos num ciclo de expansão sabe que repetir a dose não é trivial — especialmente quando juros ainda altos e endividamento das famílias entram em cena.

2025: o ano da inflexão e da competitividade

Em 12 meses, o faturamento do varejo apresentou leve alta de 0,3%, sustentada sobretudo por reajustes de preços — ou seja, o volume físico de peças vendidas praticamente parou de crescer.
Segundo o IPCA, os preços nacionais de mobiliário registraram alta de 0,19% em novembro de 2025, somando 3,57% no acumulado do ano e 4,65% em 12 meses, mantendo-se dentro de um patamar compatível com o cenário inflacionário geral. O lojista que passou por 2025 sabe na pele o que é disputar cada cliente num showroom mais cheio de concorrentes e com consumidor mais criterioso. Não à toa, o setor elegeu a competitividade como a palavra do ano.

Projeções para 2026: crescimento real, porém moderado

A indústria deve registrar aumento de 0,5% na produção em volume e de 2,8% em valores nominais, enquanto o varejo tende a crescer 1,5% em volume de vendas e 4,5% em valores.

Entre os fatores que podem favorecer este desempenho estão a elevação gradual da renda e a melhora do mercado de trabalho.

O otimismo para 2026 é cauteloso e técnico: queda gradual de juros, inflação mais ancorada e melhora de renda líquida tendem a destravar parte do consumo reprimido — mas não é cenário de “boom”; é cenário de reconstrução.
Para o varejista, isso significa planejar com cabeça fria: crescimento existe, mas não vai chegar sozinho na loja.

Indicador 2024 (realizado) 2026 (projeção)
Faturamento varejo (R$) R$ 127,7 bilhões Crescimento de ~4,5% nominal
Crescimento do varejo em volume +10,6% +1,5%
Faturamento indústria (R$) R$ 91,6 bilhões Crescimento de ~2,8% nominal
Produção industrial em volume 439,9 milhões de peças +0,5% em volume
Participação no consumo de bens 1,7% Estável

Fontes: IEMI – Inteligência de Mercado; Abimóvel – Anuário Brasil Móveis 2025; Plataforma Setor Moveleiro.

Os Desafios que Não Podem Ser Ignorados

Varejistas de bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos, eletrônicos e materiais de construção, devem sofrer com o alto custo do crédito e o endividamento das famílias.

Em 2026, o cenário econômico deixa de ser apenas “contexto” e passa a determinar margem, capital de giro e decisões de investimento na cadeia de móveis e colchões. A combinação entre transição tributária, juros ainda elevados e maior pressão geopolítica reposiciona prioridades: eficiência, previsibilidade e estratégia.
Resumindo: quem não tiver gestão financeira afinada vai sentir no caixa antes de sentir no showroom.

O Canal Digital como Motor de Crescimento

A pesquisa do IEMI destaca o avanço contínuo das vendas pela internet. O comércio eletrônico registrou crescimento de 43% entre 2021 e 2025, consolidando-se como um dos motores da expansão do setor.

A projeção da ABComm aponta R$ 460,87 bilhões em vendas online no varejo brasileiro em 2026
, e o segmento de móveis segue surfando nessa onda — impulsionado por marketplaces, redes sociais e o crescente social commerce.
Em 2026, a Inteligência Artificial deixa de ser uma promessa para se tornar aplicação prática, com 59% das varejistas brasileiras já utilizando IA e 90% planejando expandir esse uso.
Ignorar o digital em 2026 é como deixar metade do showroom apagado.

Tendências de Produto e Comportamento do Consumidor

As coleções devem ganhar força em três frentes: sustentabilidade tangível, biofilia e bem-estar e funcionalidade híbrida — móveis multifuncionais e integração do home office à estética residencial.

Esse movimento se manifesta também na chamada premiumização forçada: as classes A/B compram melhor, enquanto as classes C/D recuam em itens de entrada.
Para o varejista, isso implica revisar o mix de produtos com inteligência: não adianta encher o piso com itens de entrada se o comprador que está chegando na loja quer qualidade e história por trás do produto.
A Copa do Mundo de 2026, nas Américas, amplifica o impacto emocional no consumo e cria ondas de oportunidade
— especialmente em itens de sala de estar, home theater e ambientação.

Visão da HIPER STOK

É um ano para ficar com o pé no chão. Apesar do movimento positivo dos últimos anos, 2026 promete solavancos. O lojista/revendedor não pode ter surpresas desagradáveis no meio do caminho, correndo o risco de ser uma dor irreversível.  O momento exige cautela, atenção especial aos custos e manter o máximo de eficiência operacional que puder. Vender certo para não ter problemas.

O ideal aqui é ficar próximo do seu fornecedor parceiro, conhecer seus produtos e preços para ter base e margem para negociar com o cliente final, cada vez mais exigente e antenado. Quanto mais facilidades tiver, melhor vai ser a estrutura de custos do negócio. Mais margem significa mais dinheiro no bolso!

Nossa dica final: sempre aproveite o maior desconto oferecido se puder pagar à vista. O fluxo de caixa fica muito mais limpo e fácil controlar. Caso opte pelo crédito, utilize um prazo adequado para que o caixa possa respirar e o dinheiro entrar.

Na HIPER STOK, temos parcelamento no cartão em 10x sem juros, além da possibilidade de usar cheque e boletos! Ideais para aquela atualização de mostruário sem quebrar o caixa. 

BORA VENDER

Fontes

  • IEMI – Inteligência de Mercado: Setor moveleiro: crescimento moderado em 2026 e Varejo de móveis e colchões se transforma e ganha novo perfil. Disponível em: iemi.com.br
  • Abimóvel – Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário: Anuário Brasil Móveis 2025 e Inflexão da atividade marcou 2º semestre de 2025 na indústria de móveis. Disponível em: abimovel.com
  • Plataforma Setor Moveleiro: Varejo de móveis e colchões: diagnóstico 2025 e expectativas 2026 e Cenário 2026: perspectivas e estratégia para móveis e colchões. Disponível em: setormoveleiro.com.br
  • ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico: Projeção de vendas online 2026. Citado em: exame.com
  • IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: Índice de volume de vendas no varejo, fevereiro de 2026.
  • IPCA / IBGE: Variação de preços de mobiliário 2025. Citado em: abimovel.com
  • Mega Moveleiros: Varejo moveleiro cresce 10,6% em 2024 e terá cenário desafiador em 2025, aponta IEMI. Disponível em: megamoveleiros.com.br
  • Novo Varejo: Varejo 2026: do consumo de produtos à monetização da atenção. Disponível em: novovarejo.com.br
  • CNDL / Varejo S.A: Retrospectiva e perspectivas do consumo no varejo 2025–2026. Disponível em: cndl.org.br

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *